Testemunhos

Testemunho de amor

A Novamente desde Março de 2015 que entrou nas nossas vidas e de lá para cá só temos a dizer que é uma Associação 5*. Desde o apoio à vitima de TCE como à própria família.

O meu filho mais velho, conhecido desde bebé por ToFá foi vítima de TCE gravíssimo ao ponto dos médicos dizerem que só um milagre o poderia salvar.
E o milagre tem estado a acontecer, pois a queda de 10metros de altura aconteceu no dia 6-10-2014 e estamos a 11-05-2017 e o ToFá está cá e as melhoras ao nível cognitivo são cada vez melhores.
Ficou tetraplégico e aqui entra a Novamente que nos emprestou uma cadeira de rodas com apoio cervical e recentemente doou a cadeira ao ToFá.
Existem muitas ironias do destino. A fisioterapeuta do ToFá é cunhada da Diana que tinha um irmão, o Ricardo, para quem foi feita a cadeira de rodas e que quando faleceu doou a cadeira à Novamente. Deixo aqui também o meu grande agradecimento.

No passado domingo foi o dia da Mãe e eu tinha prometido,à cerca de 2 anos, ao ToFá que o levaria à praia. Essa promessa ainda não tinha sido cumprida devido a vários internamentos e outras intercorrências.
No domingo levantei-me pela manha, o ToFá estava bem e o dia convidativo para sair.
Liguei para várias corporaçoes de bombeiros e após vários contatos, consegui que os Bombeiros do Beato, a quem também deixo aqui o meu agradecimento, nos levassem para a praia da Poça em S. João do Estoril. Esta praia tem acessos para quem tem mobilidade reduzida e o restaurante Opíparo também.

Deixo aqui o meu testemunho para todas as famílias que tenham pessoas que são completamente dependentes, que é o caso do ToFá.
Levem os vossos familiares a passear nem que seja até a uma esplanada perto de casa, foi assim q eu comecei a levar o meu filho para a rua.
Apanhar ar, ver outras pessoas, os cheiros da relva, das flores, do mar é muito importante para despertar os sentidos e uma grande ajuda para melhorarem ao nível cognitivo.
A logística das saídas nem sempre é fácil mas com boa vontade ultrapassam-se todas as barreiras.

ACREDITAR SEMPRE💖

Termino com um grande agradecimento à Novamente que está sempre pronta para ajudar, Aos bombeiros do Beato e às minhas amigas Filipa, Laurinha e Carmencita que resolveram presentear-me com umas prendinhas em nome do ToFá pelo dia da Mãe.

 

-Maria Amália Sousa

João Vieira – sobrevivente de TCE

Veja a entrevista do João Vieira, sobrevivente de traumatismo crânio encefálico e suas famílias no programa A TARDE É SUA – Fátima Lopes – TVI

A 3 de maio de 2012 foi atropelado por um autocarro, sofrendo um TCE muito grave. Depois de três semanas de coma, uma pneumonia, duas meningites, nova aprendizagem de funções básicas do dia-a-dia, muita fisioterapia, retomar a faculdade, retomar a atividade desportiva, retomar a vida social.

“Tenho a noção perfeita que existe um João “Antes do Acidente” e um João “Depois do Acidente”, mas acompanhado pela motivação de fazer de um João “Depois” ser ainda melhor… que o “Antes”.

João Vieira

Veja aqui

Zé Maria – “Era uma vez…uma experiência forte”

“Era uma vez… uma experiência Forte

Desde o dia 01 de Outubro de 2015 que comecei um estágio profissional no Centro Social e Paroquial de Carcavelos três dias por semana e todos os elogios que tenho a fazer aquelas pessoas serão poucos. Sabia, sentia, haver um ninho/nicho onde ajudar a melhorar e o CCPC tem sido uma descoberta diária desafiante.

Na cadeira de rodas ou no tripé transito do pavilhão mais antigo, já com rampas, para o mais moderno do refeitório, já com elevador, sabendo estar entre Amigos.

Circular em cadeira de rodas muda o tempo e espaço e tanta gente boa o CCPC tem que não consigo elogiar tantos (são mesmo muitos) que merecem. Tenho o desejo confidencial de subir lá acima, ao primeiro andar, no edifício antigo, durante o ano de 2016, que já avança,

Viver com gente forte melhora-nos e a palavra ‘trabalho’ tem qualquer coisa ali que imprime bem-estar. Ao ver aquelas pessoas trabalhar melhoro a minha experiência de estudante na área social.

A São da direcção do CCPC sempre com uma palavra ou olhar amigo de quem sabe receber. O Mauro e a Zulmira transmitem paz, segurança e confiança; a Rita do GIP (Gabinete de Inserção Profissional) passa boa energia e atividade nos sorrisos bonitos; a Susana é um luxo de ver pensar nas sessões à quarta-feira a coordenar/conduzir as reuniões com as auxiliares de apoio domiciliário: 5 Mulheres com M maiúsculo: Josefina, Rute, Maria José, Vanessa e Tânia.

Falam sempre sobre alguns casos mais importantes, durante algum tempo achei que era muito pesado; depois percebi que brincava-se e tornava-se leve o ambiente, de vez em quando, mas aquilo é sério e ‘não se faz este trabalho sem ser por gosto’ (Mª José)

Aquele escritório no pavilhão mais antigo convivo e aprendo com quatro profissionais muito diferentes mas em que a competência e qualidade são unânimes. Assisto a atendimentos, a pessoas que vida difícil será o mínimo a adjectivar, com cuidados que elogiam o Ser e Existir.

O Lean é um projeto inovador vindo do Japão e ajuda-nos a pensar para além do aqui e agora no nosso umbigo: estamos prontos a ser melhores e a acreditar num Presente que tenta recuperar passados tendo em vista um futuro melhor.

A creche, e pessoal que educa, aparece vincando esperança no futuro. Vivendo ao lado das reuniões da direcção de idosos todas as quintas feiras, com a Isabel a caminhar ao lado com eles, com olhares vincando uma meninice escondida pela idade. Teatro e foclore são outras energias mais vividas na prática a que o Beto e o Agostinho dão talento.

Uma palavra final para o Bernardo que cuida e apoia como vocação e ajuda a aprender a viver. O Luís sempre revigorante, no olhar vivo e conversa acesa, como o café que serve.

E muito ficará por contar e elogiar: tem sido Fascinante: ‘a gente vai continuar’ (J. Palma)”

Zé Maria

Zé Maria – a Novamente surgiu me como um desafio empolgante…

A Novamente surgiu-me com um desafio empolgante: realizar alguma coisa na vida, não te deixes vencer pelo TCE, não; há muito de ti a viver.

Estou a realizar a parte prática prevista após os seis meses fortes no CRPG (Centro de Reabilitação Profissional de Gaia) no Porto e Gaia.

Dizia ‘vou encontrar um ninho/nicho onde estagiar fixe!’ e aí está ele no Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos: é um Sítio activo com muita gente que recebe bem e muitos projectos.

Estou lá há um mês e a adorar: quero esticar o tempo e os dias, cada dia nascem vontades e gosto em ficar a conhecer mais e melhor.

Adoro pessoas e pedi gente.

Supera as expectativas: ‘ah, querias gente? Pois bem, espera e já me dizes!’ complicado querer melhor.

Tanta gente, tanto nome, tanto olhar com energia: tanta vontade de serem melhores! Estou a adorar tudo, tanto!!!’

‘Mais um belo desafio (Gosto desta palavra!) lançado pela Novamente: ‘Que achas que escreveres uma crónica mensal para a newsletter, facebook e site da Novamente? O que achas?’

A escrita sempre foi um gosto meu (e com o TCE e perca da capacidade de articular – digo vogais de forma harmoniosa – ganhou importância embora cada vez menor) e o CCPC (O Centro Comunitário e Paroquial de Carcavelos) deve ser contado: ‘desafio aceite, acho uma proposta gira e ao escrever estou a pensar no que faço…’.

O CCPC merece ser conhecido e vivido e celebrado pelo bom trabalho lá feito: criam comunidade! Criou-se uma rotina boa de entrar naquele espaço e ajudar a ajudar, e podem desconfiar (também desconfiaria se me falassem assim de um sítio) mas tenho feito uma entrada num admirável mundo novo com sorrisos e olhares cativantes: esqueçam a associação de trabalho a maçada e ‘a evitar’, ali trabalha-se com vontade e gosto.

O que faço? Estou lá há um mês e depois do pânico inicial ‘como vou conseguir decorar tanto nome diferente!?’ já me sinto entrar num espaço meu conhecido. Tenho assistido ao trabalho (dedicado) cuidadoso das cinco pessoas do gabinete onde realizo o meu estágio; acompanhado o funcionamento com a população mais idosa assistida pelo CCPC e reuniões da direcção de uma associação; inserido nomes e quantidades de medicamentos em stock num computador; tenho aprendido todos os dias imenso…

Ao fim de um mês estou deslumbrado, tem sido bom e forte!

Que seja a primeira de muitas crónicas!!!

Zé Maria

Filipa – a experiência no Grupo de PARES de Cascais…

“Faz 1 ano que fui a um workshop da Ass. Novamente, e desde esse dia que fiquei no grupo de Pares da Novamente em Cascais até hoje. Obrigado pela dedicação e apoio que nós dão, todas as quartas-feiras.”

Filipa Lourenço

“Renascido em Combate” – Conheça a história do Horácio

Veja a reportagem “Renascido em Combate” Linha da Frente RTP

Horácio Mourão sobreviveu com ferimentos graves (traumatismo crânio encefálico) a uma emboscada talibã no Afeganistão.

Depois de ter ficado em estado quase vegetativo, começou novamente por acreditar…

Veja aqui

Conheça uma forte amizade que nasceu do inesperado

Passaram 8 anos do grave acidente que Bruno Canha teve (sofreu um traumatismo crânio encefálico). Este foi operado pelo médico Sérgio Livraghi, que abriu as portas ao jornal almeirinense e falou abertamente de um acidente que o marcou para a vida.

Leia aqui a entrevista

Fonte: Jornal Almeirinense

Zé Maria “Aqui e agora no Porto e em Gaia”

Sou o Zé Maria de 34 anos a recuperar de um TCE (Traumatismo Crânio Encefálico) no CRPG (Centro de Reabilitação Profissional de Gaia).
O que é este centro e como funciona?
Foi no início de Fevereiro de 2015 que comecei esta experiência, a dormir no Porto no CIAD (Centro Integrado de Apoio à Deficiência) e a trabalhar em Gaia, para que nova mente, novos espaços e nova gente fossem criados. Num grupo de dez pessoas comigo altamente improváveis de conhecer longe do programa no CRPG com diferentes problemas neurológicos.
Mudei de poiso e vim ver se fazia alguma coisa da vida no CRPG, foi um admirável mundo novo: um desafio exigente.
Porque precisei de utilizar este apoio para reabilitação neuro psicológico fornecido pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP)?
‘Presta serviços no domínio da reabilitação de pessoas vítimas de doenças e acidentes potenciando a sua reintegração nos contextos profissional, familiar e social. Apoia também a transição de jovens com deficiências e incapacidades da escola para a vida ativa. O CRPG trabalha ainda com cidadãos com necessidade de reforço ao nível das qualificações.’
O CRPG – Centro de Reabilitação Profissional de Gaia visa a reabilitação e a reintegração das pessoas com deficiências e incapacidades na vida ativa.
(em www.crpg.pt no dia 22.05.2015)
Porque fazemos parte de uma sociedade de gente boa em que somos uns para os outros (‘ajudar ajuda!’) e criámos formas de existir juntos a melhorar. Todos podemos ter falhas e quedas que queremos suplantar, limpar o joelho esmurrado, levantar e continuar a correr. Nascemos dos outros e com outros, vivemos em espaços juntos e a melhorar novamente mas fazendo História e trazendo passados.

Coisas positivas geram coisas positivas.
O alojamento no CIAD: O jardim nocturno da Rosa e da Margarida. Os auxiliares tantos e tão bons, os segredos das conversas gestuais, o cumprimento do DR João. O sorriso cúmplice da Doutora Fátima. O quarto em construção com fotos. A sala de jantar com mesas redondas e desenhos. O pequeno-almoço com passou-bem, olhos nos olhos, ao companheiro Paulo e bolos e torradas. Estar a crescer sem saber.
Entre o Porto e Gaia na carrinha: passar pelo Douro e ver o mar diariamente duas vezes que está sempre lá belo e vivo. O bom dia do motorista Nuno. O ‘vou ser pai de novo’ dele com satisfação. A Glória, a Rita e o Amor. A confiança que tenho deles e neles.
O CRPGaia: o grupo ser em bom número (permite intimidades e distância) e muito diferente: tantas personalidades diferentes e cada qual com os seus problemas.
O desligar-me de mim. O cartão pica à entrada e à saída. A fisioterapeuta RAFAELA quando me faz andar nas paralelas e na piscina. O sorriso da Rosa. O grupo que já são Amigos e boa onda, unidos. O ser um desafio constante. Os horários ‘deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer’. As orientações psicológicas da Sandra e da Paula e a estagiária Catarina serem de outro nível. Os exercícios. As sessões de psicologia/conversas a abrirem a terça-feira. A TO Andrea independente, essencial e disponível. A boa disposição que passa a terapeuta Marina. A dona São estar em todo o lado sempre com carinho. A piscina que nos torna genuínos. O Luís que olha com tempo. O terapeuta da fala Henrique do Alentejo e a manobra à entrada. O piano e o samba de uma nota só. Os uivos que me faz uivar. O estar sempre em evolução. Os apoios e a leitura. Escrever ao contrário. Quando me interrompe porque já adivinhou a continuação.
O grupo de nove comigo: O PP quando entra e diz OLÁ e frases literárias tipo ‘isto é’. O Rui a dizer ‘Caramba’ e ‘eu não era capaz’. O Emanuel a prestar cuidados. O Paulo e o riso com a m… da porta. O António e a resposta com dignidade ao assédio homossexual. O Júlio e as frases de incentivo. O Filipe e o AMOR que demonstra sempre à mulher e à filha. O Venâncio a cozinhar.
Os programas diferentes na última sexta-feira de cada mês. O cartão pica à entrada e à saída. Os telefonemas. A estação das Devesas em Gaia: ser sempre deixado por alguém com carinho. O pai vir a chegar e a andar para mim sempre caminhando. Estar longe mas tão perto… E continuaria…

Importa fazer um sublinhado para a principal razão de eu estar aqui: A Novamente. Foram eles que me falaram e aconselharam a entrar neste desafio, e é a eles que estou muito agradecido também, e sobretudo, por isto.”

Zé Maria

Artur Antunes fintou a morte…

Veja aqui a entrevista do Artur, sobrevivente de Traumatismo Crânio Encefálico, no programa A TARDE É SUA – TVI.

 

Testemunho da Raquel Patrício no CRPG

A Raquel prestou o seu testemunho a familiares, amigos e profissionais do Centro de Reabilitação Profissional de Gaia.

O meu nome é Raquel Jorge e atualmente tenho 26 anos. Estou a frequentar este centro, porque tive um TCE em 2005 resultante de um atropelamento. Venho de Oeiras e fico cá no alojamento durante a semana. Encontro-me aqui, graças à recomendação da Associação Novamente. Vim para aqui, para puder ter um futuro ativo com autonomia. Ao longo destes meses tive várias atividades. Apreciei mais, do meu ponto de vista, o treino cognitivo, que tem exercicios que treinam as funções mentais: memória, atenção, raciocínio, etc.

As sessões terapêuticas ajudaram-me a ter mais consciência dos meus problemas e das minhas dificuldades. O meu problema central é que tenho insegurança sobre as minhas capacidades.

Esta minha situação atual cognitiva (falta de memória, desorientação espacial) está a melhorar através do uso de estratégias de compensação. Por exemplo, com o facto de eu já conseguir vir desde Lisboa, de comboio sozinha, também melhorei na gestão do dinheiro ou seja a aprender a aguentar-me sozinha.

As estratégias sugerem-me que planeie, registe e verifique as minhas anotações por exemplo, para me ver se consigo aguentar-me sozinha.

Para o futuro, espero arranjar mais tempo de formação ou estágio, que me abra a possibilidade de um emprego. Para começar a ganhar alguma estabilidade tanto económica como também social.

Raquel Patrício, sobrevivente de TCE a frequentar o Curso de Reabilitação Neuropsicológica do CRPG.

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