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NOVAMENTE e o testemunho de uma família

4 de Julho de 2011 – Reportagem TVI

Luis, Pai e cuidador de um sobrevivente de Traumatismo Crânio-Encefálico

06/09/2010

Ao correr da pena:

Estava reunido com o grupo de peregrinos a Fátima, num dos encontros mensais, quando sou confrontado com uma chamada telefónica do filho Nuno, informando da queda, perca de sentidos e intervenção dos bombeiros do filho mais velho, Luís Miguel. Estávamos no dia 04 de Junho de 2006.

Dos cinco irmãos, três jogam horse ball; o mais velho, Luís Miguel, iniciou a prática da modalidade e transmitiu a adrenalina aos outros dois, Nuno e Pedro.
O Luís Miguel a trabalhar em Angola, como director de empresa na área de comunicação e marketing, vem a Lisboa com frequência e nesse fim de semana, veio dar seguimento à sua paixão no desporto o horse ball.

A reunião é interrompida, assim abruptamente e a Maria João, minha mulher e eu, deslocámo-nos do Sobral de Montagraço, para a Beloura/Sintra, para o local da queda do cavalo, sem saber o que nos esperava.
O encontro foi semelhante ao de qualquer outro acidente grave: ambulâcia dos bombeiros, carro do INEM e dezenas chamadas na hora de viagem que mediou entre o local onde estávamos e o local do acidente.

O que nos esperava daí para a frente e durante estes quatro anos, isso sim, tudo novo e surpreendente.
A perca de sentidos; a interrupção na respiração; a chegada ao Hospital S Francisco Xavier; o primeiro contacto com o Neurocirurgião de serviço nas urgências que passa a ser o elo teórico de ligação ao Luís; a entrada no sub mundo dos cuidados intensivos. Dois longos meses de contacto com os “Internistas” responsáveis por aqueles CI; o diagnóstico TCE com lesão axional difusa!

A FALTA DE INFORMAÇÃO; O VAZIO; A AUSÊNCIA DE TUDO REUNIDA NA PALAVRA ESPERANÇA
O debate entre a vida e a morte; as informações controversas; os amigos a quererem, sem saberem como ajudar; a busca na internet de informação; o médico “pivot” neurocirurgião que afinal não é “pivot”, todos os dias é um diferente! E os “Internistas” fantásticos mas sempre a rodar; e a informação: essa sempre diferente: vai ficar hemiplégico; vai ter disturbios na fala; pode morrer; nunca mais vai trabalhar; afinal a lesão não é assim tão grande; afinal “O VAZIO”.

A procura de alternativas aos CI; a mudança dois meses depois para Hospital Egas Moniz! O querer uma evolução rápida; a desinformação; as variações de humor; a percepção do estado “real” de lesão….
Poderia estar aqui a citar um cem número de informação desconexa e de necessidades. A falta de apoio é compensada pelos conhecimentos pessoais que abrem portas para o que julgamos ser a “salvação”: Alcoitão.

Os psicólogos, os neuropsicólogos; os terapeutas da fala, AVD, ocupacional; fisioterapia, hidroterapia; os preços elevados, os gastos sem fim; a desarticulação dos amigos face à frustração no relacionamento; a não compreensão; a falta de estrutura familiar; o Estado indiferente às respostas necessárias da Segurança Social à Saúde.

É este vazio de informação; é o se sentir perdido; é o não conhecer o rumo certo; é a falta de um orientador de um “cuidador”; é tudo isto que se espera resposta na “NOVAMENTE”.

Luis, Pai e cuidador de um sobrevivente de Traumatismo Crânio-Encefálico

Pedro, um caso de sucesso

No âmbito das actividades culturais da Câmara Municipal de Mafra, o atelier de Artes Plásticas no Complexo Cultural Quinta da Raposa em Mafra realizou uma exposição de pintura. Esta exposição é fruto do trabalho de um ano lectivo. Um dos alunos do atelier, chama-se Pedro Esteves e é sobrevivente de TCE. A sua pintura está exposta na Casa de Cultura da Malveira.
Como não podia deixar de ser, pela sua paixão por motas, a sua pintura é de Valentino Rossi e a sua mota Yamaha.

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